Free tour por Santander
Neste free tour por Santander conheceremos a história da capital da Cantábria. Uma forma perfeita de começar a conhecer a cidade!
A Cantábria tem uma só província, 102 municípios e Santander como capital e maior cidade. Faz fronteira com o País Basco (Biscaia) a leste, com Burgos, León e Palência ao sul e com as Astúrias a oeste. É uma faixa de terra entre o mar e a cordilheira Cantábrica, com o pico Torre Blanca, de 2.619 metros, como ponto mais alto. A chuva média gira em torno de 1.200 mm por ano, e daí vem o verde.
A capital, Santander, tem página própria no site, com guia e roteiros. O aeroporto Seve Ballesteros-Santander fechou 2025 com 1.069.390 passageiros, 2,4% menos que em 2024. Santillana fica a 30 km pelas contas do painel, e as duas cabem em dois dias.
Santillana del Mar tem 4.189 habitantes (INE, 2025) e é uma das vilas mais visitadas da Cantábria. O conjunto histórico foi declarado monumento em 1889. A vila nasceu em torno da abadia de Santa Juliana, e a maior parte das casas de pedra que se veem hoje é do fim do século XVI e do XVII, com brasões e balcões de ferro. A colegiata, românica, foi o primeiro monumento da Cantábria a receber proteção oficial.
O apelido “a vila das três mentiras” vem do dito “nem é santa, nem plana, nem tem mar”, e o mar, de fato, fica fora da vila: o município só tem a praia de Santa Justa. A um passo dali está Altamira, a gruta descoberta em 1868 e hoje Patrimônio Mundial. A gruta original tem acesso muito limitado (no máximo cinco pessoas por semana), e o museu ao lado mostra uma réplica e a exposição sobre a arte rupestre da região.
O que a Cantábria tem em comum com o resto do cantábrico é o clima oceânico úmido, de inverno ameno e sem nenhum mês realmente seco. Parte de Liébana, no extremo oeste da comunidade, integra o Parque Nacional dos Picos da Europa, que a Cantábria divide com as Astúrias e com Castela e Leão.
O relevo da região atrapalha a ligação com a meseta, e isso se sente nas estradas e na ferrovia. A vila de Santillana se alcança pela CA-131, que liga Barreda a Comillas, e essa estrada chega da A-67, pelas saídas de Torrelavega ou de Polanco, ou da A-8, a autovia do Cantábrico. Pelas contas do painel da página, Santander fica a 30 km, Bilbao a 130 km (1h30), León a 247 km e Madri a 389 km. Não achamos horário confirmado de ônibus ou trem até a vila, então a base prática é Santander, de onde o trajeto é curto, e quem depende de transporte público deve confirmar com a operadora.
Pela normal da AEMET em Santillana, julho e agosto são os meses mais secos, com 49 e 60 mm e máximas de 22 e 23 °C. Maio tem 18 °C e 71 mm. Setembro ainda chega a 22 °C, mas com 89 mm. O outono pesa: outubro tem 115 mm e novembro, 152 mm, o mês mais chuvoso. Janeiro tem 13 °C de máxima e 8 °C de mínima, com 108 mm. Em nenhum mês a chuva desaparece.
Na vila, a noite de 5 de janeiro traz a cavalgata e o auto sacramental dos Reis, de interesse turístico nacional desde 2009. Em maio há o festival de marionetes; confira a programação cultural no site de turismo de Santillana del Mar. Na alta temporada, de junho a setembro, a vila lota.
Dia 1, Santillana del Mar. Colegiata e claustro de manhã, depois a rua do Cantón e a praça de Ramón Pelayo. À tarde, o museu de Altamira. O roteiro de um dia mostra a ordem.
Dia 2, Santander e a costa. Durma em Santander, a 30 km, e use o dia para a cidade e a orla. Na volta, pare na praia de Santa Justa.
Dia 3, Astúrias. Siga para o oeste até Oviedo, a 193 km de Santander (cerca de 2h15) pelas contas do painel de Oviedo. Reserve a tarde para a cidade velha.
Dia 4, León. De Oviedo, a cordilheira se atravessa em 120 km (1h30) até León, já em Castela e Leão, pelo mesmo painel. Quem prefere o leste troca os dias 3 e 4 por Bilbao, a 130 km (1h30) de Santillana.
Com dois dias, fique em Santillana e Santander. Com cinco, inclua Liébana e os Picos da Europa, se tiver carro.
Dá para ver o mar da vila? Não: o litoral do município se resume à praia de Santa Justa, longe do casco.
Dá para entrar na gruta de Altamira? A gruta original tem acesso muito limitado (no máximo cinco pessoas por semana). O museu tem a réplica.
O que comer? O cocido montañés, com feijão e couve, e o cocido lebaniego, de grão-de-bico. Entre os doces, sobaos e quesadas. A carne de vaca da região tem indicação geográfica protegida.
Um passeio por cidade, com reserva online do horário.
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