Gastronomia da Espanha
Há sítios que só se entendem à mesa. Em Espanha não existe uma cozinha nacional: existe uma geografia que se come. A altitude, o clima e a história de cada lugar estão no prato antes de estarem no livro. Reunimos aqui o ângulo gastronómico dos 58 destinos do guia, tal como está escrito em cada ficha. Sem receitas inventadas e sem restaurantes que não conhecemos.
O que se come na Andaluzia
Setenil de las Bodegas
As esplanadas embaixo da saliência são o programa: a região é de carnes e embutidos, e os bares servem tapas com a pedra literalmente sobre a cabeça.
Ver o destinoSevilha
A cidade vive de tapas. O Mercado de la Encarnación, perto das Setas, abre de segunda a sábado, das 8h às 15h, segundo o site de turismo local, e serve de ponto de partida.
Ver o destinoGranada
O centro e o Realejo concentram as ruas de tapas. Para mercados e cardápios, confira o turismo municipal antes da ida; os horários variam por estabelecimento.
Ver o destinoCórdoba
Para o almoço, o centro e a Judería concentram bares e mercados. Confira horários e cardápios no turismo municipal antes da ida, porque variam por estabelecimento.
Ver o destinoAlmería
Almería foi Capital Española de la Gastronomía em 2019. A cozinha da província inclui gurullos, migas de sêmola e ajoblanco, além de produtos do mar, como o polvo.
Ver o destinoCádiz
Peixe frito à gaditana (o famoso pescaíto), tortillitas de camarões, ostras da baía e um copo de fino ou manzanilla bem gelado.
Huelva
Marisco atlântico (coquinas, gambas de Huelva, choco) na cidade e o presunto de Jabugo da serra a duas horas dali: duas faces opostas e igualmente essenciais da província.
Jerez de la Frontera
Fino, manzanilla, amontillado, oloroso e palo cortado são os estilos secos do vinho de Jerez. A cidade tem cultura de tapas, com rabo de touro, rins ao jerez, berza jerezana e tocino de cielo.
Málaga
Espeto de sardinhas, que se come perto da praia, fritura malagueña e sopas frias como o ajoblanco, de azeite, alho e amêndoas. O vinho de Málaga tem denominação de origem própria.
Ver o destinoRonda
Prove o rabo de toro, o queijo payoya da Serranía de Grazalema e os vinhos da jovem D.O. Sierras de Málaga, que já rivalizam com os clássicos da região.
Ver o destinoÚbeda
Jaén é a maior província produtora de azeite do mundo, e isso sente-se em tudo em Úbeda, do ajoblanco aos andrajos. Vale provar o azeite virgem extra local numa almazara ou numa das lojas da Plaza de Andalucía.
Ver o destinoO que se come no Centro
Cuenca
Cozinha de serra e de inverno: morteruelo (um patê quente de caça), ajoarriero (bacalhau desfiado) e o licor resolí. Os bares da cidade alta servem tudo isso.
Ver o destinoMadrid
Cocido madrileño, callos, bocadillo de calamares, tortilla em pincho e, de manhã ou à tarde, churros com chocolate.
Alcalá de Henares
A costrada, de massa folhada, creme e merengue, e as amêndoas garrapiñadas dos conventos. Em meados de outubro acontecem as Jornadas Gastronómicas Cervantinas, com datas que mudam a cada ano.
Ver o destinoÁvila
A Carne de Ávila, da raça avileña-negra ibérica, tem indicação geográfica protegida; o chuletón costuma aparecer nos cardápios. As yemas são o doce associado a Santa Teresa.
Ver o destinoBurgos
Morcilla e queijo de Burgos, cordeiro assado, sopa castelhana e olla podrida; de sobremesa, as yemas.
Ver o destinoCáceres
Prove a Torta del Casar (queijo cremoso de ovelha), as migas extremenhas e o presunto ibérico da região.
Ciudad Rodrigo
Huevos con farinato, patatas meneás, chanfaina e hornazo; nos doces, perrunillas, repelao e bollo maimón.
Ver o destinoLeón
Cecina de León IGP (carne de vaca curada), botillo do Bierzo, morcilla leonesa e queijo de cabra local, tudo regado a vinhos do Bierzo. O tapeo grátis do Barrio Húmedo é a melhor forma de provar tudo em pequenas doses.
Ver o destinoMérida
A cozinha extremenha é de caça, porco ibérico e queijos fortes: vale provar o cordeiro à caldeirada, a sopa de tomate extremenha, os enchidos ibéricos e uma boa torta del Casar, um dos queijos mais reputados de Espanha.
Ver o destinoSalamanca
O hornazo (empada de carnes) é a especialidade local por excelência, tradicionalmente comida no Lunes de Aguas; vale também o farinato e um bom jamón ibérico de Guijuelo, cidade vizinha.
Ver o destinoSegovia
Cochinillo asado (leitão assado em forno de lenha) é a referência da cidade; vale também provar os judiones de La Granja e o ponche segoviano no final da refeição.
Toledo
A cozinha de Toledo é de caça e montanha: perdiz estufada, cordeiro assado e queijo manchego curado, seguidos quase sempre de maçapão como sobremesa. Vale procurar as tabernas fora da rota principal entre a catedral e o Alcázar, onde os preços e a autenticidade melhoram consideravelmente.
Ver o destinoTrujillo
Migas extremenhas, cordeiro assado, queijo Torta del Casar da região vizinha e vinhos de Ribera del Guadiana: a mesa de Trujillo é rural e sem pretensões.
Ver o destinoValladolid
Terra de lechazo assado (cordeiro de leite) e de pinchos servidos com um copo de vinho da Ribera del Duero, região vinícola a menos de uma hora de carro.
Zamora
Queijo zamorano, vinho de Toro, arroz a la zamorana, pincho moruno e tiberios; na Semana Santa, sopas de alho e o dos y pingada.
O que se come no Norte
Albarracín
A serra de Teruel é terra de presunto com denominação de origem, de migas e de ternasco (borrego assado). Os restaurantes da vila servem a cozinha de montanha da região.
Ver o destinoSantiago de Compostela
Polvo à feira, empanada, pimientos de Padrón e tarta de Santiago, regados com Albariño ou Ribeiro. O Mercado de Abastos é o melhor sítio para provar marisco fresco.
Bilbao
Pintxos ao balcão, txakoli gelado, bacalhau ao pil-pil e o icónico txangurro (sapateira recheada). O bairro do Casco Viejo e a rua Ledesma concentram as melhores tabernas.
Cangas de Onís
Queijo de Gamonéu, azul e defumado, e os outros queijos dos Picos, que têm certame próprio na vila em 12 de outubro.
Logroño
Pinchos de champiñón e gamba, patatas bravas, torreznos, tudo acompanhado por um crianza ou um Rioja jovem da casa a pouco mais de dois euros o copo.
Lugo
Polvo à feira, pementos de Padrón, caldo galego e queixo de tetilla. E a regra de ouro: a tapa vem grátis com cada bebida pedida.
Ver o destinoOurense
Peça polbo à feira, botelo com grelos e um vinho tinto ou branco da Ribeira Sacra, cultivado nos socalcos que se veem do centro da cidade.
Oviedo
Cachopo (dois bifes recheados e panados, feito para partilhar) e fabada asturiana (feijão branco com chouriço, morcela e toucinho) são obrigatórios; acompanhe com sidra natural escanciada.
Pamplona
Peça pintxos ao balcão (cerca de 2-3€ cada) acompanhados de vinho de Navarra ou Rioja, e prove o chistorra ou o cordero assado num restaurante tradicional.
San Sebastián
A regra do pintxo é simples: peça no balcão, coma em pé, não se acomode como num restaurante. Prove a gilda (azeitona, anchova e pimento), o txakoli servido de cima e o queijo Idiazabal.
Santander
Rabas de lula, peixe e marisco da costa e o cocido montañés. O Mercado de la Esperanza vende peixe e marisco no térreo e carne, laticínios e frutas no andar de cima.
Ver o destinoSantillana del Mar
Cocido montañés, rabas (lulas fritas à moda cântabra) e quesada pasiega de sobremesa; os sobaos pasiegos das pastelarias locais valem levar para a viagem.
Ver o destinoVigo
Ostras, mexilhões e mariscos da ria, polvo à galega, chocos en su tinta, empanada de zamburiñas e sardinha assada.
Ver o destinoVitoria-Gasteiz
Pintxos na Calle Cuchillería, gilda como clássico incontornável, e a cozinha basca de mercado nos restaurantes da Plaza del Matxete e arredores.
Zaragoza
Peça ternasco de Aragón (cordeiro assado), borraja (um vegetal de folha típico da horta aragonesa), migas e, no Tubo, uma ronda de tapas variadas: cada bar tem a sua especialidade. Para sobremesa, a torta de Zaragoza ou um bocado de melocotón en almíbar, doce local à base de pêssego.
O que se come no Mediterrâneo
Barcelona
Pa amb tomàquet, escalivada, botifarra com mongetes, suquet de peixe e, no inverno, calçots grelhados. De sobremesa, crema catalana.
Ver o destinoCartagena
Caldero (arroz de peixe do Mar Menor), michirones (favas guisadas), marisco e o curioso café asiático, com leite condensado e licor. A zona do porto está cheia de esplanadas.
Ver o destinoValência
Paella valenciana, arroz al horno, all i pebre de enguia na Albufera, horchata de chufa com fartons e agua de Valencia, coquetel dos anos 1950.
Ver o destinoAlicante
Arroz a banda, salazones (peixe seco e salgado) e turrón de Xixona, a cerca de 30 km, são as referências gastronómicas da zona.
Cadaqués
Peixe fresco do dia, suquet, arròs de peix e vinhos da DO Empordà dominam as ementas do porto. Em época alta, reserva mesa com antecedência.
Ver o destinoGirona
Cozinha catalã de mercado, com força em caça, cogumelos e peixe da Costa Brava; várias estrelas Michelin concentradas por metro quadrado.
Ibiza
Pratos de arroz e peixe fresco são a pedida nas calas, como em Cala d'Hort. O sal das salinas é produzido desde o século V a.C.
Ver o destinoMenorca
O queijo Mahón-Menorca DOP, de casca amarelada e ainda feito com leite cru em várias quintas, pede companhia do gin de Maó, destilado pela casa Xoriguer desde o século XVIII num alambique que remonta à ocupação britânica, a base da pomada, o coquetel local com limonada.
Morella
Trufa negra de novembro a março, cordeiro e caça da serra, migas e embutidos de matança: a cozinha de Morella é de montanha, pensada para o frio. Os vinhos vêm sobretudo do Maestrazgo e da vizinha Terra Alta.
Ver o destinoMúrcia
Zarangollo, marinado murciano, arroz e conejo, e os famosos pasteles de carne; a horta fornece legumes e verduras de qualidade rara.
Ver o destinoPalma de Maiorca
O Mercat de Santa Catalina é o mercado de bairro, e o Mercat de l'Olivar é um dos dez pontos que o turismo de Palma destaca. Santa Catalina concentra bares e restaurantes.
Ver o destinoTarragona
Peixe e marisco da lonja local, o clássico romesco (molho de tomate, pimentos secos e amêndoa) e arrossos de peix a la cassola em restaurantes junto ao porto.
Ver o destinoO que se come nas Canárias
Fuerteventura
O queijo majorero, de cabra, tem denominação de origem. Na mesa canária entram as papas arrugadas com mojo, o gofio, o cabrito e o sancocho de peixe.
Gran Canaria
Queijos artesanais, com destaque para o queijo de flor, que usa a flor do cardo como coalho vegetal, e vinhos da denominação de origem Gran Canaria, criada em 2006.
Ver o destinoLa Palma
Papas arrugadas com mojo verde e picón, queijo de cabra palmero com Denominação de Origem, plátano de La Palma, gofio e os vinhos vulcânicos de castas Malvasía e Negramoll das adegas locais.
Ver o destinoLanzarote
Vinho Malvasía da D.O. Lanzarote, de vinhedos que somam 2.000 hectares, feito em covas na cinza. As adegas da rota de La Geria recebem visitantes; confirme horário e reserva com cada uma.
Tenerife
Papas arrugadas com mojo, gofio, queijo de cabra e peixes da costa. O gofio, farinha de cereais tostados, já alimentava os guanches antes da conquista.
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