Free tour por Alicante
Neste free tour por Alicante, conheceremos a história e patrimônio de uma das cidades costeiras mais bonitas do Mediterrâneo espanhol. Uma viagem ao passado!
Alicante é a capital que dá nome à Costa Blanca, uma cidade portuária com quase 360 mil habitantes onde o Mediterrâneo parece mais límpido do que em qualquer sítio vizinho. O Castelo de Santa Bárbara, erguido sobre o Monte Benacantil desde tempos ibéricos e depois romanos, mouros e cristãos, vigia a cidade há mais de dois mil anos. Por baixo dele, o Barrio de Santa Cruz sobe em ruas estreitas e casas caiadas de cores vivas, e a Explanada de España estende o seu mosaico ondulado de mármore junto ao porto, ladeada de palmeiras. É uma cidade que vive de costas viradas para o turismo de massa que enche outras praias da região: tem vida própria, mercado central movimentado e uma cultura de esplanada que não pára.
O clima é mediterrânico seco, com invernos suaves e verões longos e quentes. Julho e agosto trazem médias acima dos 30°C e quase não chove (3 a 13 mm mensais), enquanto o outono, sobretudo setembro, concentra a maior parte da precipitação anual, com trovoadas típicas da chamada gota fria. A primavera (abril a junho) e o início do outono (setembro a meados de outubro) são a melhor época: temperaturas entre os 20°C e os 28°C, menos gente e o mar ainda quente para nadar. O inverno é ameno, com máximas a rondar os 17-18°C, ideal para caminhar sem calor a mais.
Dois a três dias chegam para o essencial: subir ao castelo (a pé pelas escadas do bairro ou de elevador desde a Postiguet), perder-se no Santa Cruz, provar um arroz no Mercado Central e passear a Explanada ao fim da tarde. Com mais tempo, vale a pena somar uma escapadela a Guardamar ou às dunas próximas, ou apanhar o comboio da linha turística até Benidorm ou Dénia para comparar a costa mais construída com esta, mais autêntica.
Alicante (Alacant, em valenciano) é a capital da província e tem 366.221 habitantes (INE, 2025), o que a coloca como o segundo município mais populoso da Comunidade Valenciana. Muita gente a usa só como porta de entrada da Costa Blanca, mas a cidade tem castelo, bairro antigo, mercado modernista e uma ilha habitada a cerca de 22 km. Fica a uns 80 km de Múrcia e serve de base para quem quer combinar as duas.
O símbolo da cidade é o monte Benacantil, e dele sai a imagem que todo mundo reconhece. Visto da praia, o perfil da rocha lembra um rosto, e a cidade o chama de “cara del moro”. No alto fica o castelo de Santa Bárbara, cuja origem atual remonta ao fim do século IX, sob domínio muçulmano. O nome veio depois: em 4 de dezembro de 1248, dia da santa, o infante Alfonso de Castela, futuro Afonso X, o Sábio, tomou o castelo aos muçulmanos.
Em 22 de abril de 1296, Jaime II de Aragão conquistou Alicante. A cidade só ganhou o título de “ciudad” em 26 de julho de 1490, concedido por Fernando, o Católico, e em 1524 Carlos I lhe deu o uso do Tosão de Ouro, que aparece no brasão. O castelo sofreu muito durante a Guerra de Sucessão: entre 1706 e 1709 esteve em mãos britânicas, e as operações daqueles anos o danificaram gravemente. A reforma que lhe deu boa parte do aspecto atual foi a de Filipe II, feita entre 1562 e 1580.
Tabarca é a maior ilha da Comunidade Valenciana e a única habitada. Mede 30 hectares e o povoado tinha 60 moradores em 2025. A história dela é curiosa. Em 1768, Carlos III acolheu um grupo de ligúrios que viviam em condição de escravidão na ilha tunisina de Tabarka, e em 1770 eles se instalaram no recinto amuralhado da então chamada Isla Plana. Eram 68 famílias, 296 pessoas. A ilha é conjunto histórico-artístico desde 1964, e as muralhas com três portas, a igreja de San Pedro y San Pablo e o farol são o que sobrou para ver. A travessia de barco sai de Alicante, e horários variam conforme a operadora e a estação, então confirme antes.
No primeiro dia, caminhe pela Explanada até o Mercado Central, entre na concatedral de San Nicolás e na basílica de Santa María e visite a Casa de la Asegurada, onde funciona o museu de arte contemporânea. Suba ao castelo no fim da tarde e desça pelo bairro de Santa Cruz. No segundo dia, vá a Tabarca, se o mar permitir, ou fique na cidade com a praia do Postiguet e o sítio de Lucentum.
O aeroporto Alicante-Elche fica a 9 km, em El Altet, e não tem conexão ferroviária com a cidade; a ligação por trem segue sem data. De Madri, o trem de alta velocidade AVE passa por Villena, Albacete e Cuenca, e desde 27 de março de 2023 o serviço de baixo custo Avlo também opera a rota. De Barcelona, o Euromed faz a ligação pela costa, via Valência. Se estiver em Múrcia, a C-1 da Renfe vai até lá, e o TRAM chega a Benidorm e a Dénia. Horários e preços mudam com frequência, então consulte a Renfe. De carro, o painel desta página aponta 421 km até Madri, 180 km até Valência e 81 km até Múrcia.
A maioria dos viajantes vai de julho a agosto, quando o calor aperta (máxima de 31 °C e mínima de 22 °C, pelo painel). A primavera e o começo do outono são mais confortáveis para subir ladeiras. Setembro é o mês mais chuvoso, e a chuva de 30 de setembro de 1997 chegou a 270,3 mm em um dia, com inundações. Isso é exceção, mas avisa: no outono, olhe a previsão antes de marcar barco para Tabarca.
O arroz é o produto que mais identifica a cozinha da província, com dois pratos conhecidos: o arroz a banda e o arroz con costra. No litoral há o caldero de Tabarca, um guisado de peixe. Na sobremesa, o turrón se divide em duas versões, a de Alicante (amêndoa inteira) e a de Jijona (amêndoa moída). Durante as Hogueras, a coca de atún é o petisco de festa.
Quantos dias ficar em Alicante? Um dia dá para o castelo, o centro velho e a Explanada. Com dois, entra Tabarca ou uma manhã sem pressa.
Dá para ir de Alicante a Múrcia sem carro? Sim, pela linha C-1 da Renfe, que liga as duas cidades.
Quando são as Hogueras? De 19 a 24 de junho. As fogueiras são montadas na noite de 20 e queimadas no dia 24.
O castelo tem elevador? Sim. Dois elevadores inaugurados em 1963 sobem por dentro da montanha, a partir de um túnel em frente à praia do Postiguet.
Vale ir a Tabarca fora do verão? A ilha tem 60 moradores, e o que há para ver (muralha, igreja, farol) não depende de temporada. O que pesa é o mar: confirme com a empresa se o barco sai.
Cada cartão é computado de fonte oficial, com a data e o link.
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No inverno (dezembro a fevereiro), Alicante tem máximas em torno de 18°C e mínimas de 7°C, e é a fase mais seca, com cerca de 22 mm de chuva por mês. O clima é mais ameno, bom para caminhar e explorar sem o calor do verão.
No primavera (março a maio), Alicante tem máximas em torno de 22°C e mínimas de 12°C, e é a fase mais seca, com cerca de 26 mm de chuva por mês. O clima é mais ameno, bom para caminhar e explorar sem o calor do verão.
No verão (junho a agosto), Alicante tem máximas em torno de 30°C e mínimas de 21°C, e é a fase mais seca, com cerca de 8 mm de chuva por mês. Os dias são quentes e pedem praia e sombra.
No outono (setembro a novembro), Alicante tem máximas em torno de 25°C e mínimas de 15°C, e é a fase mais seca, com cerca de 39 mm de chuva por mês. As temperaturas ficam agradáveis para passear o dia todo.
Clima, movimento, preços e o que acontece na cidade em cada período. Toque no mês para abrir a página completa: o ponto colorido indica o quão boa é a época.
Mais de trinta confrarias desfilam do Domingo de Ramos ao Domingo de Páscoa, com imagens de Salzillo e de Castillo Lastrucci.
Romaria de 8 km até o Monasterio de la Santa Faz, na segunda quinta-feira depois da Semana Santa; reúne mais de 300 mil pessoas.
Festa maior da cidade, de 19 a 24 de junho: monumentos satíricos de papelão queimados na noite de São João. Interesse Turístico Internacional.
Eventos anuais recorrentes: as datas exatas mudam a cada ano; confirme antes de programar a viagem.
Sete perguntas que todo mundo faz antes de fechar a viagem. Toque para abrir.
A janela de mar → nov concentra os meses mais confortáveis de Alicante: menos chuva e temperatura agradável. Maio costuma ser o ponto alto, com máximas de 25°C, mínimas de 15°C e apenas cerca de 3 dias de chuva no mês, condições ideais para aproveitar as atrações ao ar livre sem encarar pancadas de verão nem a alta temporada lotada.
O custo de uma viagem a Alicante se divide em três partes: transporte, atrações e hospedagem. Boa parte das atrações é de acesso livre, como Barrio de Santa Cruz e Explanada de España. Chegar de carro de Valência sai por cerca de € 39 por trecho, somando gasolina e portagem. A hospedagem é o item que mais oscila: dispara nos fins de semana e na alta temporada e cai bastante fora dela, então a data escolhida pesa mais no bolso do que qualquer atração.
Com 8 atrações principais mapeadas, o ideal em Alicante é reservar 2–3 dias. Num tempo mais curto dá para cobrir os pontos mais conhecidos sem correria; com alguns dias a mais, sobra espaço para os arredores e para o ritmo mais lento que o destino pede. Quem está de passagem consegue um gostinho numa visita de um dia, mas é ficando que o lugar rende de verdade.
De carro, de Valência são 180 km (1h48), com custo aproximado de € 39 entre gasolina e portagem; de Múrcia são 80 km (0h54), com custo aproximado de € 12 entre gasolina e portagem; de Granada são 351 km (4h05), com custo aproximado de € 51 entre gasolina e portagem; de Madrid são 421 km (4h38), com custo aproximado de € 62 entre gasolina e portagem. O cálculo considera um consumo de 11 km/L e a gasolina a € 1,64/L (preço médio na Espanha). De avião, as portas de entrada para quem vem do Brasil ou de Portugal são Madrid (Barajas) e Barcelona (El Prat), de onde se segue de trem ou carro alugado.
Alicante é um destino sobretudo para casais em busca de cenário e clima a dois, quem quer desacelerar, com spa e sossego e quem viaja pela boa comida e pela bebida. É essa vocação que define o ritmo da viagem: vale escolher as atrações, a hospedagem e até a época pensando no que você procura, porque o mesmo lugar entrega experiências bem diferentes conforme a lente.
Há dois períodos a pensar duas vezes antes de marcar. Setembro costuma ser o mês mais chuvoso, então quem prioriza sol deve evitá-lo. E a alta temporada espanhola (julho e agosto, mais a Semana Santa e as pontes de feriado) lota as atrações e empurra os preços para cima; se a ideia é sossego e economia, prefira as semanas entre feriados. Nada disso impede a viagem, mas muda bastante a experiência e o custo.
No fim das contas, Alicante vale a viagem para quem casa expectativa com época: indo na janela de mar → nov, com os dias certos na bagagem e uma escolha de atrações alinhada ao seu estilo, o destino entrega o que promete. Use os números desta página (clima mês a mês, custo da estrada e lotação por data) para montar a viagem em vez de torcer pela sorte.
Os números desta página são computados a partir de dados oficiais e abertos, não escritos à mão. Veja como cada indicador é calculado.