Free tour por Albarracín
Acompanhe-nos a passear pelas ruas de um dos povoados mais bonitos de Teruel neste free tour por Albarracín. A melhor forma de começar a conhecer a cidade!
Dois dias em Albarracín mudam o ritmo da viagem. O primeiro fica para a vila, que cabe num esporão de rocha quase cercado pelo rio Guadalaviar. O segundo vai para fora dela, nos pinhais de arenito vermelho que começam a uns 5 km em linha reta do centro, onde estão as pinturas rupestres. Com a noite no meio, você vê a vila esvaziar no fim da tarde, que é quando ela parece mais verdadeira.
Comece na Plaza Mayor, em frente à casa consistorial, do século XVI, com balcões de madeira e um corredor que avança sobre o rio. É a parte mais baixa do roteiro. Dali, siga até o Portal de Molina e olhe a Casa de la Julianeta: casa de construção popular, pequena e inclinada, sem pretensão de palácio.
Depois, suba à catedral do Salvador, do século XVI, de nave única com capelas laterais. No museu diocesano há tapeçarias flamengas com a história de Gedeão. O palácio episcopal, ao lado, tem portada barroca e se aprecia por fora. A catedral está a menos de 200 metros em linha reta do centro, mas é tudo ladeira.
Para situar a geografia das ruas antes de explorar sozinho, o free tour por Albarracín, de 75 minutos, cobre o centro histórico. Confirme o ponto de encontro e o horário na hora de reservar.
Depois do almoço, suba de novo, de preferência depois das 16h no verão. Em julho e agosto a média das máximas em Teruel passa dos 31 °C, e a vila fica a mais de mil metros, então o sol é forte e a noite refresca depressa.
O alcázar é a antiga alcáçova dos Banu Razin, o clã berbere que fez de Albarracín uma taifa independente no século XI. As escavações de 2004 a 2006 abriram o recinto à visita, com um campo arqueológico medieval dentro do muro. A visita guiada pelo castelo, de 50 minutos, ajuda a ler o que sobrou. Se preferir andar por conta própria, confirme no posto de turismo o horário de visita.
Na sequência, a muralha, do século XIV, de construção cristã, que sobe pela crista até a Torre del Andador, de aparelho muçulmano (séculos X e XI). A Torre de Doña Blanca fecha o esporão do lado oposto, espelhando a do Andador. Leve água e calçado firme. Vista de cima, a vila mostra a cor do rodeno, o arenito avermelhado da serra.
A prefeitura descreve uma cozinha de inverno comprido: gachas, sopas de ajo, gazpacho serrano, judías con morro, migas, potajes de grão-de-bico e, em alguns pratos, coelho ou uvas. O ternasco, cordeiro jovem de Aragão, é a carne mais comum, e o presunto de Teruel tem denominação de origem própria.
Depois do jantar, dê uma volta pela Plaza Mayor quase vazia. Dormir na própria vila tem esse prêmio: ruas sem o fluxo de visitantes de dia. Se quiser ver a vila com a luz baixa, com guia, o tour ao entardecer por Albarracín dura 2 horas e cabe no fim da tarde do primeiro dia.
Vá cedo. Os Pinares de Rodeno são uma paisagem protegida desde 2 de maio de 1995, com 6.829 hectares entre Albarracín, Bezas e Gea de Albarracín. O terreno é de arenito vermelho e a altitude vai de 1.095 a 1.602 metros. O pinheiro-resinoso domina, acompanhado de zimbro, esteva, urze e ervas aromáticas como alecrim e tomilho.
A água e o vento esculpiram o arenito: há gargantas, buracos semiesféricos na parede (os taffoni) e grandes depressões circulares na rocha. No meio do pinhal estão abrigos com arte rupestre levantina, entre eles os Toros del Prado del Navazo, a cueva de Doña Clotilde e a Cocinilla del Obispo. As figuras mostram pessoas caçando e cozinhando e cenas com animais. O conjunto de arte rupestre do arco mediterrâneo da península ibérica é Patrimônio da Humanidade desde 1998.
As pinturas ficam em abrigos na serra, e a prefeitura indica visitas guiadas ao parque cultural. Se quiser companhia, o tour pelas pinturas rupestres dos Pinares de Rodeno dura 90 minutos. Combine a visita guiada antes com uma das operadoras listadas pela prefeitura. Sem carro, este dia complica: os pinhais ficam fora da vila.
Volte à vila para almoçar e use o começo da tarde no passeio fluvial do Guadalaviar, que contorna o esporão por baixo das muralhas. É plano e tem as paredes de rodeno dos dois lados. Se sobrar perna, complete com a parte da muralha que você deixou de lado no primeiro dia.

Quem segue para Teruel faz 38 km, cerca de 40 minutos pelas contas do painel desta página. Até Valência são 185 km, cerca de 2h10. Saia com luz, porque a estrada é de serra.
Quem dorme uma segunda noite ganha outra volta pela vila quase vazia e mais um jantar de serra. Quem vai embora chega a Madri em cerca de 3h20 de carro (270 km), pelas contas do painel desta página. Se sua visita cai no fim de abril ou em 8 de setembro, fique: na madrugada de 30 de abril cantam-se os Mayos à Virgem na catedral e na Plaza Mayor, e em 8 de setembro a vila celebra a padroeira com missa, procissão e música.
A catedral com o museu diocesano é o abrigo principal do dia. Nos Pinares de Rodeno, pergunte à operadora se a visita sai com chuva e, se não sair, troque a manhã pela parte coberta da vila. Em Teruel, quem mais chove é maio, com 50 mm, quase sempre em pancadas curtas.
A vila tem duas zonas: a parte antiga, sobre a garganta do rio, e o Arrabal, na várzea. Dormir na parte antiga põe o roteiro todo a pé, mas a bagagem sobe por calçada irregular. O Arrabal é mais plano. Nos dias de festa, reserve com antecedência.
Dois dias em Albarracín não é demais? Para a vila, sim, um dia basta. O segundo dia existe por causa dos Pinares de Rodeno e das pinturas, que pedem meia manhã com folga.
Dá para ir sem carro? Até a vila, com um ônibus por dia em cada sentido desde Teruel em dias úteis, sem serviço aos domingos e feriados; confirme o horário com a prefeitura de Albarracín. Para os pinhais, o carro resolve muito.
Qual o melhor mês? De maio a outubro o clima é ameno. No inverno as mínimas ficam abaixo de zero e a vila esvazia.
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