Free tour por Bilbao
Você conhece a capital de Bizkaia? Neste free tour por Bilbao, percorreremos o centro histórico da cidade, um dos mais destacados do País Basco.
Bilbao se resolve bem em um dia porque a ria do Nervión serve de eixo. O Casco Viejo fica na margem direita, e o Guggenheim, uns 1,5 km adiante em linha reta, na esquerda. O dia rende mais se você fizer o bairro antigo antes do almoço, o museu à tarde e deixar a vista do alto para o fim da luz. Ao contrário, você atravessa a cidade duas vezes.
Comece na catedral de Santiago, gótica, do fim do século XIV e início do XV, com pórtico renascentista. O nome vem da ermida do apóstolo que já estava ali quando o povoado tinha só três ruas (Somera, Artecalle e Tendería) e recebia peregrinos a caminho de Santiago de Compostela. As outras quatro ruas das Siete Calles vieram no século seguinte, e dá para percorrer as sete em pouco tempo.
Dali, a igreja de San Antón fica a cerca de 220 m e o Mercado de la Ribera a mais uns 90, ambos à beira da água. San Antón é gótica, do fim do século XV, e aparece no brasão da cidade. O mercado ocupa um edifício racionalista de 1929, com uns 10.000 m² de área comercial: peixe no térreo, carnes e embutidos no primeiro andar, frutas e verduras no segundo. Entre pelo térreo e suba. Se chegar cedo, ainda pega as bancas arrumadas.
Quem prefere ouvir a história enquanto anda pode fazer essa parte com o free tour por Bilbao, de 2h30, que cobre o centro antigo e o Ensanche. Como o tour é longo, combine o fim dele com o almoço na região da Plaza Nueva, a uns 420 m do mercado e a 260 m da catedral. A praça neoclássica, com arcadas, foi levantada entre 1786 e 1851 e hoje concentra bares e restaurantes. O Teatro Arriaga, de 1890, está a menos de 200 m dela e serve de referência para não se perder.
Da região do mercado até o Guggenheim são cerca de 1,7 km em linha reta, uns 25 a 30 minutos a pé seguindo a margem da ria, ou poucas paradas de metrô. O museu é de Frank Gehry, revestido de titânio, calcário e vidro, e fica em Abandoibarra, junto à ponte de La Salve. Antes de comprar ingresso, dê a volta por fora. A escultura Puppy, de Jeff Koons, um cão coberto de flores, está na praça da entrada, e a escada ao lado leva a uma passarela entre o prédio e a água. Muita gente faz só esse passeio e fica satisfeita.
Por dentro, o museu tem 19 galerias e mostra sobretudo arte do século XX, com exposições temporárias que mudam com frequência. A série de esculturas de Richard Serra, instalada em 2005, é parte da coleção permanente. Para ter um guia, há a visita guiada pelo Museu Guggenheim Bilbao, de duas horas. Confira horários e ingressos no site do museu, porque variam ao longo do ano.
Saindo, siga pela margem a uns 560 m até a Zubizuri, a ponte branca de Santiago Calatrava, aberta em 30 de maio de 1997. O piso de vidro é famoso por escorregar quando chove, o que em Bilbao acontece bastante. Ande devagar e olhe os degraus.
A estação inferior do funicular de Artxanda fica a poucos metros da Zubizuri, na Plaza del Funicular. A viagem dura uns três minutos e vence cerca de 226 m de desnível, o que dá a Bilbao vista de cima, com a ria e o bairro do Guggenheim lá embaixo. Confirme no site do funicular o horário do último carro antes de subir e se o serviço está normal, porque havia obras de renovação previstas. Quem quer ir com guia pode escolher o tour por Bilbao com funicular de Artxanda, de duas horas.
Desça e volte ao Casco Viejo de metrô ou a pé, para jantar. A noite de Bilbao é de pintxos: fatias pequenas de pão com algo por cima, presas com palito, servidas nos bares do centro. As ruas em torno da Plaza Nueva e das Siete Calles têm bares em sequência, e o truque é pedir um ou dois em cada um.
Bilbao chove o ano inteiro, com 7 a 14 dias de chuva por mês pelo painel, e novembro é o pior mês, com 171 mm. Com tempo ruim, troque a ordem: Guggenheim de manhã e mercado coberto depois, e deixe o funicular para uma abertura de céu. Se abrir uma janela de tempo bom no fim da tarde, o passeio de barco por Bilbao, de uma hora, mostra a ria de dentro d’água.
No Casco Viejo você sai do quarto direto para os bares e o mercado. No Ensanche, em volta da estação de Abando, a cidade é mais larga e planejada, com o metrô por perto. Perto do Guggenheim, em Abandoibarra, você fica a pé do museu e da ponte de Calatrava, mais longe dos bares do centro antigo.
Dá para ver Bilbao em um dia sem carro? Dá. Tudo neste roteiro se faz a pé, de metrô ou de funicular, e o metrô tem três linhas.
Vale a pena entrar no Guggenheim? Para quem gosta de arte do século XX, sim. Para quem só quer ver o prédio, o passeio por fora, com a passarela junto à ria, já mostra o essencial.
Sobra tempo para a Ponte de Bizkaia? Só se cortar o Guggenheim por dentro. A ponte fica a cerca de 10 km do centro em linha reta, e a linha 2 do metrô chega a Portugalete desde 2007. O trajeto merece meio dia, e o roteiro de 2 dias o encaixa.
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