Free tour por Cádiz
Descubra os principais pontos de interesse turístico de Cádiz, uma das cidades mais antigas do mundo, com este free tour.
Cádiz cabe numa península estreita e pede dois dias por um motivo simples: no primeiro você faz a cidade velha, e no segundo, o litoral. A primeira parte começa no norte, no bairro do Pópulo, e desce em direção à Plaza de Mina. A segunda segue a orla oeste, dos castelos da Caleta até a praia da Victoria. Quase tudo se faz a pé, em distâncias curtas.
O Pópulo é o bairro mais antigo de Cádiz. Três arcos do século XIII, o da Rosa, o Blanco e o do Pópulo, marcam os limites do bairro, onde estão a catedral, o teatro romano e a Casa del Almirante. O nome vem de um quadro da Virgem instalado numa porta das muralhas no século XVI, com a inscrição “Ora pro populo”.
O teatro romano é do século I a.C. Só reapareceu no início dos anos 1980, em escavações, e a cávea passa dos 100 m de diâmetro. A entrada, pelo centro de interpretação, é na calle Mesón, a menos de 200 m da catedral. Reserve uma hora.
Depois, a catedral, barroca e neoclássica, começada em 1722 e dada como terminada em 28 de novembro de 1838. O ingresso inclui o museu catedralício, e o interior e a Torre do Relógio têm horários de visita próprios. Debaixo do altar-mor, a cripta fica abaixo do nível do mar e guarda o túmulo de Manuel de Falla. Confirme horários, porque mudam ao longo do ano.
Da catedral à Torre Tavira são uns 440 m em linha reta. A partir de 1778 ela foi a vigia oficial do porto, a 45 m acima do mar. Hoje abriga uma Cámara Oscura. Em Cádiz sobrevivem mais de cem torres-mirante como essa, herança dos comerciantes do tempo em que a cidade era o porto do comércio com a América. A visita guiada pela Catedral e pela Torre Tavira, de duas horas, junta as duas paradas num só horário.
Depois do almoço, siga 390 m até a Plaza de Mina. O Museu de Cádiz, neoclássico, inaugurado em 1838 e instalado ali desde 1935, guarda os sarcófagos antropoides fenícios (o feminino é a Dama de Cádiz), peças romanas e uma sala de pintura barroca com Zurbarán, Murillo e Rubens. As obras de Zurbarán vêm da Cartuja de Jerez de la Frontera, à exceção de Pentecostes.
Em noite de calor, Cádiz sai para tapear em La Viña ou no Pópulo. O peixe frito (pescaíto), as tortillitas de camarones e o atum acebolado (atún encebollao) são pratos típicos da cidade. Quem quer companhia local pode fazer o free tour de tapas por Cádiz, de duas horas.
Comece no Gran Teatro Falla, a uns 520 m da Plaza de Mina. Começou a ser construído em 1884, foi inaugurado em 1910 e leva o nome de Manuel de Falla desde 1926. É a sede do concurso oficial de agrupações do Carnaval, que acontece todo ano entre janeiro e fevereiro. Em seguida vem o Parque Genovés, a uns 290 m, jardim histórico junto ao mar, cuja maior reforma foi feita em 1892 pelo prefeito Eduardo José Genovés, que lhe deu o nome.

Do parque ao castelo de Santa Catalina são uns 500 m. Foi construído a partir de 1597, por ordem de Filipe II, depois do ataque anglo-holandês de 1596, e hoje recebe eventos culturais. A praia da Caleta, a menor da cidade, fica ao lado, e o castelo de San Sebastián, num ilhote, está a uns 880 m de Santa Catalina.
A praia da Victoria fica no sudoeste da cidade, fora das muralhas, e mede cerca de 3 km de areia fina e dourada, sobre o Atlântico. Separa-a da cidade um passeio marítimo. Nas máximas de julho e agosto, de 28 °C, e sem quase nenhuma chuva, é o lugar para passar a tarde.
A Ponte da Constituição de 1812, inaugurada em 24 de setembro de 2015, tem vão de 540 m, o maior da Espanha, e é um dos três acessos rodoviários à cidade. Fica a uns 3 km do centro antigo, em linha reta.
Volte ao centro antigo e termine o dia no mar. O passeio de catamarã pela baía de Cádiz ao entardecer dura uma hora e meia e mostra a cidade de fora, com a muralha e as torres-mirante ao fundo. Se prefere ficar em terra, repita os bares da Viña.
De outubro a dezembro caem 75, 87 e 77 mm por mês, em 8 a 10 dias de chuva. Com tempo ruim, dê mais tempo à catedral, ao museu e ao Gran Teatro Falla, e guarde a praia e os castelos para uma brecha. O free tour por Cádiz, de duas horas, funciona como plano B no primeiro dia.
A excursão a Vejer e a Conil de la Frontera em grupo reduzido dura cerca de quatro horas e leva a dois povoados da província sem precisar de carro.
O casco antigo põe você a pé do Pópulo e da Viña. Perto da Plaza de Mina o bairro é central e bem ligado. Ao sul, junto à praia da Victoria, fora das muralhas, você acorda perto do mar e fica a mais de 2 km do Pópulo.
Dá para fazer Cádiz em dois dias saindo de Sevilha? Dá. Pelas contas do painel desta página são 125 km de carro, e o trem de média distância também liga as duas cidades.
Qual é a melhor época? De julho a agosto, com máximas de 28 °C e chuva quase nula. O Carnaval, em fevereiro, é a época mais movimentada.
Vale a pena subir na Torre Tavira? Vale para entender a cidade de cima: são mais de cem torres-mirante, e ela é a vigia de maior altura da cidade velha.
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