Free tour por Girona
Esse free tour por Girona é a melhor maneira de descobrir monumentos como a Catedral, suas ruas de paralelepípedos e a herança judaica oculta da cidade.
Em Girona, dois dias servem para fazer tudo com calma. A cidade velha é pequena, cercada por uma muralha e cortada pelo rio Onyar, mas cheia de subidas e escadarias, e o ritmo natural é de quem anda e para. No primeiro dia, você cobre o núcleo histórico, da catedral ao rio. No segundo, os museus menores, a muralha inteira e, se quiser, uma saída pela Costa Brava.
Comece na catedral de Santa María, no ponto mais alto da cidade. Começada no século XI, ainda românica, a obra só foi concluída no século XVIII. Da primeira fase restam a torre, de 1040, e o claustro, do século XII. A nave gótica única tem 22,98 m de largura e 34 m de altura, a mais larga do gênero no mundo. Antes de entrar, encare os 90 degraus da escadaria barroca da fachada.
O Museu de Arte de Girona fica ao lado, no antigo palácio episcopal, a menos de 80 m da catedral em linha reta. Mostra a arte local em ordem cronológica, do românico ao início do século XX, e tem a terceira coleção de arte românica e gótica mais importante da Catalunha. Não deixe de ver o altar que veio do mosteiro de Sant Pere de Rodes. O ingresso do conjunto episcopal de Girona junta as visitas do conjunto num só bilhete.
Almoce e vá ao Call, o antigo bairro judeu, a uns 170 m da catedral. O Museu de História dos Judeus fica no centro Bonastruc Ça Porta, no terreno da sinagoga e das dependências do século XV, e mostra a vida judaica na Catalunha medieval, do século XI ao pogrom de 1391 e à expulsão de 1492. O tour pelo bairro judeu + Museu de História dos Judeus dura duas horas e meia e dá o fio da história.
A uns 250 m dali ficam os Banys Àrabes. Apesar do nome, foram construídos por cristãos em 1194, em românico, copiando a planta dos banhos muçulmanos. O frigidário tem uma cúpula octogonal sobre oito colunas. O uso como banho durou até o século XV.
Desça ao Onyar ao fim da tarde. Da ponte de ferro, de 1877, feita pela empresa de Gustave Eiffel e só para pedestres, você vê a fileira de casas coloridas sobre a água. A Casa Masó, onde nasceu o arquiteto Rafael Masó, fica na rua Ballesteries, a uns 210 m da catedral. O arquiteto reformou as fachadas do rio e da rua entre 1910 e 1918.
Do outro lado do rio, a Rambla de la Llibertat, com traçado atual de 1885, é o espaço público mais movimentado da cidade. O jantar pode ser em volta dela.
Comece por Sant Feliu, a basílica de torre gótica esbelta cujo topo foi cortado por um raio, e onde se celebra a missa solene de San Narciso, padroeiro da cidade, em 29 de outubro. A ponte de Sant Feliu, de 1995, liga o casco antigo ao Ensanche e leva até a praça da igreja.
Em seguida, o mosteiro românico de Sant Pere de Galligants abriga as coleções de Girona do Museu de Arqueologia da Catalunha. O prédio serviu de depósito para as escavações do Ampurdão a partir de 1846, e o museu provincial se instalou ali em 1857. Para quem prefere cinema a arqueologia, o Museu do Cinema, inaugurado em 1998, tem máquinas de projeção, bobinas e uma coleção grande de cartazes, a partir de um acervo doado pelo diretor catalão Tomàs Mallol.
Com o almoço resolvido, suba à muralha. O Passeig de la Muralla, caminho de ronda com trechos carolíngios do século IX e medievais dos séculos XIV e XV, dá a volta pelo centro antigo e oferece as melhores vistas da cidade. No Passeig Arqueològic ficam as torres Julia e Cornelia e, no fim, os Banys Àrabes. O free tour pelas muralhas de Girona tem duas horas.
Quem prefere sair da cidade no segundo dia pode fazer a excursão a Cadaqués e Cabo de Creus, de 9h30, e voltar a Girona só à noite. Cadaqués fica a 72 km, pelas contas do turismo de lá, e o dia inteiro é necessário.
Para fechar, o free tour noturno por Girona, de duas horas, é uma forma de rever o Call e as ruas à noite. Ou volte ao Onyar e termine onde começou a noite de ontem. Antes de ir embora, procure os produtos que a prefeitura lista como locais: o xuixo, massa de confeitaria, a maçã de Girona, a botifarra dolça, de origem medieval, e a ratafia, um licor doce de ervas.
Com chuva, passe mais tempo nos museus, na catedral e no Museu do Cinema. No painel, os meses mais molhados são setembro, com 75 mm, e outubro, com 86 mm.
O casco antigo põe você junto da catedral e do Call, em ruas com ladeira. Junto ao Onyar e à Rambla, você fica no meio do movimento. Perto da estação, a uns 1,2 km da catedral em linha reta, o ambiente é mais calmo e mais prático para quem chega de trem.
Dá para ir de Barcelona e voltar no mesmo dia? Dá. A estação de Girona tem trens regionais e de alta velocidade, e pelas contas do painel são 100 km de carro.
Qual é o melhor mês? Maio, com o Temps de Flors em meados do mês, e outubro, quando se festeja San Narciso. Nessas semanas as ruas ficam cheias.
E se eu tiver um terceiro dia? Cadaqués, a 72 km pelas contas do turismo de lá, é uma das saídas naturais. Tarragona completa um roteiro pela Catalunha.
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