Free tour por León
Descubra todos os tesouros arquitetônicos e artísticos que o centro histórico de León abriga com este free tour pela cidade. Não perca!
León se resolve em dois dias sem correria. O casco antigo fica numa colina entre os rios Bernesga e Torío, e catedral, San Isidoro, muralha e Casa Botines estão num raio de uns 400 m em linha reta. O primeiro dia fica dentro dele. O segundo sai pela Plaza de Santo Domingo, vai aos museus e chega ao convento de San Marcos, a uns 1,3 km da catedral.
Comece pela catedral. A planta lembra a de Reims, com 90 m de comprimento e 30 m de altura, e a pedra foi reduzida ao mínimo para dar lugar aos vitrais, que são a razão da fama. A porta central da fachada, chamada del Sarmental, mostra Cristo sentado, rodeado pelos símbolos dos evangelistas. No século XIX, durante obras de restauração, apareceram sob o prédio os restos de termas romanas da Legio VII Gemina.
A visita guiada pela Catedral de León dura uma hora e quinze e ajuda a ler o que se vê. Reserve a manhã para ela, sem pressa.
A basílica de San Isidoro fica a uns 380 m da catedral. Poucos conjuntos românicos da Espanha têm o mesmo peso. O Panteão Real guarda pinturas murais que a infanta Urraca mandou fazer no século XII, e o tesouro inclui o Cálice de Doña Urraca. Para ver as duas coisas com explicação, o museu de San Isidoro com audioguia leva uma hora.
A uns 330 m dali fica a muralha. A romana que se vê hoje é dos séculos III e IV, e as cercas medievais são do século XIV. É junto a San Isidoro que os cubos romanos da muralha ficam mais visíveis. Foi a legião romana que fundou a cidade, e o nome vem de legio.
A Plaza de San Martín é o centro da vida noturna e o símbolo do Barrio Húmedo, o labirinto de ruas estreitas que fica em torno dela e da Plaza Mayor. Ali se faz o tapeo, e em León a tapa costuma vir junto com a bebida, sem custo extra. Vá de bar em bar. Entre os embutidos locais estão a cecina, o chouriço e a morcela leoneses.
A Plaza de San Marcelo reúne dois prédios lado a lado: a Casa Botines, de Gaudí, e o palácio dos Guzmanes, renascentista, obra de Rodrigo Gil de Hontañón e sede da Diputación. A Casa Botines, que está a uns 350 m da catedral, foi construída entre 1891 e 1892 para a firma de Juan Homs y Botines. Repare nas quatro torres redondas com telhado cônico de ardósia e no São Jorge com o dragão acima da porta. É museu desde 23 de abril de 2017, e o ingresso da Casa Botines leva uma hora.
A uns 100 m dali fica a Plaza de Santo Domingo, o ponto de encontro entre o casco antigo e o Ensanche. É onde está o Museu de León, o mais antigo da província, aberto em 1869, que conta a história local por meio da arqueologia, da arte e da etnografia e ocupa desde 2007 o edifício Pallarés.
O convento de San Marcos fica a cerca de 1 km da Casa Botines. Os Reis Católicos o fizeram, em plateresco, para sediar a Ordem de Santiago, ao lado da ponte usada pelos peregrinos. Hoje abriga um parador e é a antiga sede do Museu de León. A visita guiada pelo convento de San Marcos dura uma hora.
O MUSAC, museu de arte contemporânea inaugurado em 1º de abril de 2005, fica a uns 500 m do convento, na entrada do bairro de Eras de Renueva. O prédio é do escritório Mansilla + Tuñón e recebeu o Prêmio Mies van der Rohe em 2007. É o contraponto moderno ao resto do dia.
Quem quer uma última volta pode fazer o tour dos mistérios e lendas de León, de uma hora e meia, que passa pelas ruas velhas ao escurecer. Se preferir ficar nos bares, repita o tapeo em outro canto do bairro.
Outubro (61 mm) e dezembro (66 mm) são os meses mais molhados, com 8 ou 9 dias de chuva. Com tempo feio, a catedral, San Isidoro, a Casa Botines e os museus compõem um roteiro coberto. Se a chuva der trégua, aproveite para a muralha e para ir até San Marcos.
A Civitatis tem uma excursão de dia inteiro, de cerca de 11 horas, a Las Médulas e Ponferrada. O campo romano de León controlava a exploração das minas de ouro da região, e a mais importante era a de Las Médulas. Ela exige um dia só dela.
Ficar no casco antigo, entre a catedral e o Barrio Húmedo, deixa monumentos e bares de tapas a poucos passos. Perto da Plaza de Santo Domingo começa o Ensanche, onde a cidade velha encontra a moderna. Perto de San Marcos, o ambiente é mais calmo, com o parador ao lado.
Dá para chegar de trem desde Madri? Dá. O AVE sai de Madri-Chamartín; confira o tempo de viagem e os horários no site da Renfe.
Quando o tempo ajuda mais? De junho a setembro, quando a máxima fica entre 23 e 27 °C e chove pouco. No inverno as mínimas ficam perto de zero, e a Semana Santa e as festas de San Juan y San Pedro, no fim de junho, enchem a cidade.
Vale a pena ver o MUSAC? Para quem gosta de arte atual, sim. O prédio em si já rendeu um prêmio europeu de arquitetura.
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