Free tour por Lugo
Neste free tour por Lugo, percorreremos o centro histórico de uma das mais destacadas cidades romanas do norte da Espanha. Você vai adorar!
Lugo em um dia cabe. Em dois, ganha respiro. O primeiro dia é o centro: a catedral, a igreja de San Pedro, a Rúa Nova e a volta na muralha romana. O segundo sai um pouco do anel de pedra, vai ao museu, segue os rios que contornam a cidade e termina num santuário tardorromano, o de Santa Eulalia de Bóveda. A ordem pode ser invertida se a previsão de chuva cair num dia só: a muralha pede céu aberto, o museu não.
A obra da catedral começou em 1129, em estilo românico, e recebeu depois o pórtico da porta norte, a torre do relógio, o claustro e a fachada neoclássica. Desde a Idade Média ela mantém o privilégio de expor uma hóstia consagrada 24 horas por dia. Confirme no posto de turismo os horários de visita.
Depois, a igreja de San Pedro, antiga parte do convento de San Francisco, com cúpula e teto de madeira na nave principal, um dos raros exemplos de arte mudéjar da Galiza. Caminhe até a fachada da prefeitura, do início do século XVIII, obra de Ferro Caveiro, exemplo do barroco galego.
O free tour por Lugo, de duas horas, cobre esse miolo.
A muralha tem 2.266 metros, foi construída entre os anos 260 e 325 e é a única fortificação romana que conserva todo o perímetro. A UNESCO a pôs na lista do Patrimônio Mundial em 30 de novembro de 2000. Das 85 ou 86 torres originais restam 71, das quais 60 são de planta circular e 11 quadradas. Os materiais são granito nas portas e nos reforços dos ângulos, e laje de ardósia na face externa dos muros.
Das dez portas, cinco são romanas e cinco foram abertas entre 1853 e 1921. Das portas, a Miñá é da construção original, e a Falsa talvez também seja. Seis são de pedestres e quatro admitem tráfego. Por cima corre o passeio de ronda, que hoje é rua. Caminhe o anel completo, se quiser, ou apenas o trecho até a porta mais próxima do jantar. Em 1971, um decreto demoliu 130 edifícios e 1.429 barracões colados na face externa, e é por isso que se vê a pedra.
O free tour pela Lugo romana, de 90 minutos, costura os vestígios com a muralha.
A noite de Lugo acontece nas tabernas da Rúa Nova, apelidada de Rúa dos Viños, e da Praza do Campo. O pulpo á feira, o caldo galego, a empanada e as trutas estão entre os pratos típicos. No Carnaval o cozido com chouriço é tradição, e depois vêm as filloas, os freixós e as orellas.
O Museo Provincial destaca a ourivesaria celta, mosaicos romanos e coleções de artistas galegos como Castelao. Muitos restos romanos da cidade estão ali. É o melhor lugar para entender o que a muralha protegia. Confirme o horário antes.
Depois do museu, desça para os passeios fluviais do Miño e do Rato, que contornam a cidade pelo sul. A cidade guarda termas romanas e uma ponte romana sobre o Miño; uma calçada romana ligava a cidade a esses dois monumentos, mas o trajeto exato se perdeu. O Parque Rosalía de Castro tem sequoias, e o furacão Hortensia, em 1984, derrubou duas das quatro.
O santuário tardorromano de Santa Eulalia de Bóveda, dos séculos III e IV, conserva pinturas murais consideradas únicas no mundo. Fica fora da cidade, então é preciso carro ou excursão. Confirme horário e forma de visita com o posto de turismo de Lugo antes de sair.
Quem prefere um dia diferente pode trocar o santuário por uma saída de meio dia. A excursão ao Castro de Viladonga dura três horas e leva a um castro, como se chamam os povoados fortificados antigos da Galiza. Para o dia inteiro, a excursão à Ribeira Sacra, de seis horas, é outra possibilidade.
Lugo é, desde o século VIII, lugar de passagem de peregrinos a Santiago e cabeça de etapa do Caminho Primitivo. O trecho urbano do Caminho, a catedral e a muralha são três bens inscritos na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO. Se você encontrar peregrinos pela rua, é por isso. O bairro de O Carme, por onde passam, está em restauração.
Para fechar, a visita à adega Regina Viarum, de 75 minutos, é uma opção de vinho galego para a última noite. Em junho, a Arde Lucus; em outubro, San Froilán, de 4 a 12, com o dia principal em 5.
Pelo painel, o último trimestre passa de 140 mm por mês, e janeiro fica em 126 mm. O Museo Provincial, a catedral e San Pedro formam um dia coberto. A muralha, o santuário e as excursões ficam para o céu aberto. Em julho e agosto, os meses mais secos (33 e 40 mm), a máxima média é de 25 °C.
Dentro da muralha, tudo se faz a pé. Fora dela, a zona da estação de trem (comboio), no bairro do Sagrado Corazón, é prática para quem chega pela linha León–A Coruña. O aeródromo de Rozas fica a 9 km, mas os aeroportos com voos regulares são o de Santiago (92 km) e o de A Coruña (96 km).
Dois dias são muito para Lugo? Para a cidade, sim. Mas com o museu, os rios e o santuário, o segundo dia se justifica.
Dá para combinar com Ourense? Sim. Ourense fica a cerca de 100 km de estrada e há trem de média distância entre as duas.
E com Santiago? Santiago de Compostela está a 105 km pelo painel. Não há trem direto listado, então confira na Renfe.
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