Free tour por Madrid
Este free tour por Madrid é a melhor forma de começar a conhecer a capital da Espanha. Descubra as histórias e lendas dos lugares mais emblemáticos da cidade.
Dois dias permitem separar os dois lados da cidade. O primeiro fica com a Madri dos reis e das praças, de oeste para o centro. O segundo é o do eixo dos museus, de Atocha ao Retiro, e se ajusta às faixas gratuitas. A regra para escolher o dia de cada bloco é simples: o Reina Sofía fecha às terças, então ponha o Paseo del Arte numa quarta ou depois, ou comece por ele numa segunda.
Comece cedo na Puerta del Sol e deixe a primeira hora para um passeio guiado. O free tour por Madrid dura 135 minutos e dá o contexto das ruas do centro antes de você andar sozinho. Depois, sente-se na Plaza Mayor. Felipe II encarregou Juan de Herrera de redesenhar a praça em 1560, e Juan Gómez de Mora a concluiu em 1619. Um incêndio em 1631 e outro em 1790 obrigaram a refazer boa parte dela. Depois do último, Villanueva reduziu os prédios de cinco para três andares e fechou os cantos com arcadas. Foi ele quem desenhou o Arco de Cuchilleros.
Se a viagem cair em dezembro, a praça abriga o mercado de Natal, uma tradição que se fixou ali no século XIX. Nas outras épocas, reserve um tempo para olhar os balcões e só então siga a pé para a Plaza de Oriente. A zona toda é compacta.
O palácio é o ponto da tarde porque cabe depois do almoço, desde que você chegue com pelo menos duas horas de folga: a entrada encerra uma hora antes do fechamento. De segunda a sábado ele recebe visitantes até o fim da tarde, e aos domingos fecha às 16h, então domingo é dia de ir mais cedo. Veja a data na página de ingressos antes de sair do hotel, porque o calendário marca alguns horários com pouca disponibilidade. De segunda a quinta há uma faixa gratuita para cidadãos da União Europeia e de países latino-americanos com documento, que só se resolve na bilheteria e só vale para visita livre.
Dentro, o palácio tem três andares principais e quatro mezaninos. A Real Armería é a parte que mais surpreende quem não gosta de palácios: reúne armaduras de torneio feitas para Carlos V e Felipe II, entre elas a que o imperador vestiu em Mühlberg e que Ticiano pintou. Depois, a Plaza de Oriente e o Campo del Moro, o jardim do palácio, dão uma volta a pé. A tradição do nome fala de tropas almorávidas acampadas ali em 1109.
Suba até a Gran Vía e continue ao norte. Malasaña e Chueca têm bares e lojas menores, e o free tour por Chueca e Malasaña, de 120 minutos, percorre os dois bairros. Jante por ali sem pressa, porque nenhum museu está em jogo e o metrô corre até a 1h30.
Abra o dia no Prado, que abre às 10h, e planeje uma visita seletiva. O edifício de Villanueva é o centro do Paseo del Arte. Faça a visita na parte paga do dia e deixe a faixa gratuita das 18h às 20h para quem tem outro museu na agenda. O museu abre às segundas e fecha só em 1º de janeiro, 1º de maio e 25 de dezembro.
Se sobrar tempo antes do almoço, entre no Retiro. O Palacio de Cristal, de 1887, foi feito para uma exposição de plantas das Filipinas e hoje serve de sala de exposições do Reina Sofía; confirme se está aberto à visita. O Ángel Caído, perto do roseiral, fica a 666 metros acima do nível do mar, e o monumento a Alfonso XII, junto ao lago, tem um mirante público desde 2018.
Perto dali fica o Barrio de las Letras, que o free tour pelo Bairro das Letras percorre em 150 minutos. É um bom intervalo entre dois museus. A estação de Puerta de Atocha, em que chegam os AVE, fica perto do Paseo del Prado, do Reina Sofía e do Retiro, o que ajuda a se orientar.
Almoce e vá ao Reina Sofía. O museu ocupa o antigo Hospital General, uma obra neoclássica de Carlos III, e a ala de Jean Nouvel inaugurada em 26 de setembro de 2005. O Guernica chegou à Espanha em 1981, ficou primeiro no Casón del Buen Retiro e foi para o Reina Sofía em 1992. O inventário tinha 18.145 obras em 2014, das quais só cerca de 6% estavam expostas, então escolha por sala (Picasso, Miró, Dalí) em vez de tentar andar tudo. A faixa gratuita é das 19h às 21h de segunda e de quarta a sábado e das 12h30 às 14h30 aos domingos, com ingresso reservado.

O Thyssen pode ser a opção de uma segunda ou de um sábado à noite. As segundas, o acesso é gratuito das 12h às 16h, e aos sábados, das 21h às 23h. Fora desses dias, ele funciona de terça a sexta e aos domingos das 10h às 19h no inverno. No fim da tarde, o Retiro fecha o dia: entre outubro e março o parque fecha às 22h.
La Latina é a zona de tapas. Aos domingos e feriados o Rastro ocupa a Ribera de Curtidores das 9h às 15h, então se o dia 2 cair num domingo, vá até lá de manhã e deixe o Prado para depois. Em agosto, a Virgen de la Paloma enche o bairro de música e palco nas Vistillas.
Quem quiser trocar o segundo dia por uma saída da cidade pode fazer a excursão a Toledo com ingressos, de 480 minutos, e guardar os museus para outra visita.
Num dia de chuva, o Paseo del Arte inteiro fica coberto e o Palácio Real também. Outubro é o mês mais chuvoso do painel, com 57 mm em sete dias, contra 9 mm em julho. Deixe Campo del Moro e Retiro para a primeira estiagem.
Quem quer museus de manhã dorme perto de Atocha e do Paseo del Prado, onde chegam os AVE. Quem prefere noite e bares fica em Malasaña ou Chueca. A zona de Sol, entre as duas, serve a quem usa metrô e Cercanías.
Dois dias bastam para os três museus? Bastam se a escolha for seletiva. Pense em duas horas no Prado, duas no Reina Sofía e uma hora no Thyssen, e use as faixas gratuitas para não gastar as manhãs.
Qual dia da semana evitar? A terça, por causa do Reina Sofía. O domingo também pede cuidado: o Palácio Real fecha às 16h e a faixa gratuita do Reina Sofía termina às 14h30.
Vale trocar um dia por Toledo ou Segóvia? Vale com dois dias só se a prioridade for o patrimônio de fora. Veja Toledo e Segóvia antes de decidir.
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