Free tour por Múrcia
Conheça a capital de Múrcia com uma visita guiada gratuita. Você percorrerá a cidade e contemplará suas igrejas, edifícios palacianos e praças.
Em dois dias, Múrcia deixa de ser uma cidade de passagem. O primeiro dia fica no centro histórico, entre a catedral, a Trapería e o antigo palácio muçulmano de Santa Clara. O segundo vai ao Museu Salzillo, ao mercado junto ao rio e às pontes do Segura. O centro é plano e compacto, com distâncias de poucas centenas de metros em linha reta, e o que pesa é o calor de julho e agosto.
Onde hoje está a catedral de Santa María ficava a mesquita maior, transformada em igreja em 1266. Iniciada no fim do século XIV, a catedral foi consagrada em 1467. Entre 1737 e 1754 ganhou a fachada barroca, e a torre, com 93 m, só perde para a Giralda entre as catedrais espanholas. Lá dentro, a Capilla de los Vélez mostra o gótico flamígero numa cúpula de estrelas de dez pontas.
A praça reúne ainda o Palácio Episcopal, de meados do século XVIII, e o anexo da prefeitura projetado por Rafael Moneo. O free tour por Múrcia, de duas horas e meia, cobre o centro e dá contexto antes de você andar sozinho.
Da Plaza de la Cruz, ao pé da torre, a Trapería segue só para pedestres até a Plaza de Santo Domingo, a uns 360 m da catedral. Por trás da fachada eclética do Real Casino, fundado em 1847, há um pátio árabe, outro romano-pompeiano e uma biblioteca inglesa. A visita guiada por Múrcia e pelo Real Casino, de duas horas, junta o centro e o interior do casino.
A uns 130 m da Plaza de Santo Domingo fica o Mosteiro de Santa Clara a Real, levantado no lugar do Alcázar Menor, o palácio de recreio mandado construir por Ibn Hud entre 1228 e 1238. É o melhor exemplo da transição entre a arte almôada e a nazarí, segundo os especialistas em arquitetura islâmica da península. Hoje parte do conjunto é o Museu de Santa Clara, e em 1995 recuperaram o pátio antigo.
O tapeo murciano gira em torno da Plaza de las Flores; a 48 m, a Plaza de Santa Catalina foi a praça principal da cidade até o século XVIII. Peça a ensalada murciana e o zarangollo, ovos mexidos com cebola e abobrinha. De sobremesa, os paparajotes, feitos com folhas de limoeiro. Se preferir ouvir histórias, o free tour dos mistérios e lendas de Múrcia sai à noite e dura duas horas.
O Museu Salzillo fica na Plaza de San Agustín, a uns 480 m da Plaza de las Flores, junto à igreja de Jesús. O acervo é do escultor barroco Francisco Salzillo: os pasos da Cofradía de Nuestro Padre Jesús, que desfilam na manhã de Sexta-feira Santa, um presépio de mais de 500 figuras e os esboços em barro. É um dos museus mais visitados da região. Quem vem na Semana Santa vê as procissões da cidade, famosas pelas imagens de Salzillo, e os nazarenos do cortejo de estilo tradicional vestem trajes de huertano e distribuem doces e favas ao público. Fora dessa semana, o museu é o melhor jeito de conhecer essas peças de perto.
Depois do almoço, vá ao Mercado de Verónicas, no Plano de San Francisco, junto ao Palácio del Almudí e ao Malecón. O prédio modernista foi construído entre 1914 e 1922 e ali já havia mercado no século XV. No Malecón, pensado como defesa contra as cheias, você vê o Segura, que alimenta a horta desde a época muçulmana.
A uns 200 m do Palácio Episcopal fica a ponte dos Peligros, também chamada de ponte Velha, concluída em 1742. É a mais antiga das que a cidade conserva, e o nome vem da imagem da Virgem dos Peligros, guardada num nicho ao lado. Ela substituiu uma ponte do século XV, destruída pela cheia de 26 de setembro de 1701. A Ponte Nova, de ferro, é de 1903 e está a uns 450 m. Do outro lado do rio, no bairro do Carmen, o Jardín de Floridablanca, a uns 290 m da ponte, é o jardim público mais antigo da cidade, da metade do século XIX.
Volte ao centro para o Teatro Romea, na praça de Julián Romea, inaugurado em 1862 e reconstruído depois de incêndios, com exterior de 1880 e interior de 1899 a 1901. Jante de novo no tapeo, desta vez na Plaza de Santa Catalina.
Chove pouco em Múrcia: entre 0 e 4 dias por mês, com os picos em setembro (38 mm) e dezembro (33 mm). Com tempo feio, junte museus, Real Casino e Santa Clara num só dia, e deixe o Malecón e as pontes para uma brecha.
Cartagena fica a 49 km pelo painel, e o free tour por Cartagena, de duas horas e meia, serve de roteiro. Há trens regionais entre as duas cidades.
Quem se hospeda no centro histórico, perto da Plaza Belluga e da Trapería, faz tudo a pé. Perto das praças das Flores e de Santa Catalina a região é a do tapeo, mais agitada à noite. Junto à estação Murcia del Carmen, a cerca de 1 km em linha reta da catedral, o ambiente é mais calmo.
Qual é a melhor época? Março a maio e outubro, com máximas de 21 a 27 °C. No verão, as máximas passam dos 34 °C. Na semana depois do Domingo de Páscoa acontecem as Fiestas de Primavera.
Dá para ir à praia? Não na cidade: o Mediterrâneo fica a 46 km.
E para seguir até Alicante sem carro? A linha C-1 de Cercanías faz o trajeto entre as duas cidades.
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