Free tour por Ourense
Neste free tour por Ourense descobriremos o passado medieval e a importante história arqueológica desta cidade nas margens do rio Minho.
Ourense rende mais em dois dias porque a água quente pede tempo. O primeiro dia é da cidade velha, com a catedral, o museu, As Burgas e a ponte. O segundo é das termas ao longo do Miño, e vale escolher uma ou duas em vez de tentar todas. Em linha reta, a catedral fica a uns 130 metros do museu arqueológico e a uns 290 metros de As Burgas; a Ponte Velha está a uns 1,1 km da catedral.
Comece pela catedral de San Martín, construída entre os séculos XII e XIII, com altar-mor consagrado em 1188. O Pórtico del Paraíso reproduz de forma simplificada o Pórtico da Glória de Santiago e é de meados do século XIII. Na capela do Santo Cristo está a imagem mais venerada da catedral, uma talha com registro desde o século XIV. Cornelis de Holanda fez o retábulo gótico do altar-mor entre 1516 e 1520. Para subir à torre, há o tour pela catedral de Ourense com subida à torre, de 75 minutos.
O Museu Arqueológico Provincial funciona desde 1951 no antigo Palácio Episcopal, a uns 130 metros da catedral, e é bem de interesse cultural. O free tour por Ourense, de 2 horas, liga as duas paradas e o centro.
Almoce e caminhe uns 160 metros do museu até As Burgas. São fontes de água hipertermal entre 64 e 68 °C, com vazão de 300 litros por minuto, e dão à cidade o apelido de “cidade das Burgas”. A origem do nome é discutida: uma teoria diz que os romanos a chamaram Auriense, “a cidade do ouro”, pelo metal achado no Miño, e outra liga o nome ao latim aquae urentes, “águas ardentes”. Desça depois até a Ponte Velha: da primeira ponte romana, da época de Augusto, restam algumas pedras nas bases, e o perfil atual, com arco em ponta, vem da reconstrução do século XII. A Ponte do Milênio, de 2001, fica a uns 450 metros dela e tem passarela que chega a 22 metros de altura.

Ourense tem cozinha de roça mais que de marinheiro: pote galego, androlla, empanada galega e caldo de castanhas no inverno. O polvo à galega também aparece nos cardápios. O Magosto, em 11 de novembro, dia de São Martinho, traz castanhas assadas e vinho novo. No copo, a província tem quatro denominações de origem: O Ribeiro, Valdeorras, Ribeira Sacra e Monterrei.
O segundo dia é do rio. Na Chavasqueira, três piscinas ao ar livre descem em cascata, com água de 38 a 41 °C, ao redor de um edifício de granito, o Templarium. O Tinteiro, uma fonte de água termal de uso gratuito, fica a uns 500 metros dali; confira temperatura e acesso no site de turismo de Ourense. Leve traje de banho e toalha: a água termal é atração o ano todo. Confirme antes quais termas estão abertas e se são gratuitas, porque horários e regras mudam.
Se quiser companhia e contexto, o free tour pela Ourense termal, de 90 minutos, conta a história das águas.
A Burga do Molino (Muíño da Veiga) é uma piscina ao ar livre, gratuita, perto do passeio da margem direita do Miño; tem horário e pode fechar temporariamente, então confira no site de turismo de Ourense. As Burgas de Outariz têm água a 60 °C em dois pontos e cinco círculos de pedra, de 36 a 60 °C, com uma passarela sobre o rio, onde segundo a tradição os namorados prendem cadeados. A recomendação é não passar de 15 a 20 minutos submerso. Descanse entre um banho e outro.
O passeio do Miño à tardinha é o melhor jeito de fechar. Se sobrar vontade de conhecer a região no dia seguinte, a Ribeira Sacra, entre o norte da província e o sul de Lugo, tem o Cânion do Sil e um catamarã aberto ao público; o passeio de barco pelos cânions do Sil dura 90 minutos. A cidade guarda festas o ano todo: o Entroido (Carnaval), em fevereiro, os Mayos, no início de maio, e o FITO, festival internacional de teatro, em outubro.
De outubro a dezembro chove mais de 100 mm por mês, com 119 mm em outubro, e janeiro tem 100 mm. O primeiro dia segura a chuva no museu e na catedral. No segundo, a água quente ao ar livre combina com chuva fina, e os meses frios são os que mais fazem sentido para as termas.
O centro antigo põe a catedral e As Burgas a pé. Perto da estação, a uns 630 metros da Ponte Velha, a chegada de trem é direta. Em Entroido e no Magosto, reserve com antecedência.
Pelas contas do painel desta página, Santiago de Compostela fica a 110 km (1h20 de carro). De trem, a linha de alta velocidade A Coruña–Santiago–Ourense já opera, e há serviços de Média Distância para Santiago, Vigo, Lugo e outras cidades. Horários e trechos mudam, então confira na Renfe antes de planejar a hora de chegada ou de volta.
Dois dias não é demais? O primeiro cobre a cidade e o segundo só existe por causa das termas, que pedem tempo e descanso.
Preciso de carro? Dentro da cidade, não. A Burga do Molino e o Tinteiro ficam ao longo da margem do Miño, e o passeio liga as duas.
Qual o melhor mês? Junho, com 28 °C e 35 mm, é o melhor compromisso. Maio tem máximas de 24 °C e a Festa dos Mayos.
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