Free tour por Tarragona
Descubra os vestígios do Império Romano neste free tour por Tarragona. Você desfrutará da capital da região da Hispânia Tarraconense.
Em Tarragona, dois dias separam o que é pedra do que é água. O primeiro fica em Tarraco: a colina da catedral, o circo e o anfiteatro à beira-mar. O segundo vai para os museus, para um monumento fora da cidade e, se o tempo ajudar, para a costa. A cidade entrou na história romana em 218 a.C., durante a Segunda Guerra Púnica, e em 210 a.C. Cipião Africano a transformou em quartel de inverno. Os vestígios estão espalhados, e dois dias dão tempo de ver todos sem correr.
A catedral de Santa Tecla fica no ponto mais alto da cidade, sobre o antigo templo de Augusto, onde já existiram uma catedral visigótica e uma mesquita. É do gótico inicial, na transição do românico, e Monumento Nacional desde 1905. As obras começaram em 1171.
A Parte Alta coincide com o primeiro assentamento romano, ocupado em boa parte pelo Fórum Provincial de Tarraco. Da muralha, que tinha cerca de 4 km, resta cerca de 1 km, com uma porta original. Uma torre romana, a atual Torre do Pretório, serviu de castelo ao normando Robert Bordet em 1129.
O nome completo da cidade romana era Colonia Iulia Urbs Triumphalis Tarraco. Depois vieram séculos de irrelevância: árabes e berberes a conquistaram entre 714 e 716, e em 1129 o arcebispo São Olegário a cedeu como principado eclesiástico a Robert Bordet, principado que acabou em 1151, com a devolução ao conde de Barcelona. É uma camada de história que se lê bem caminhando.
O free tour por Tarragona dura duas horas e é a forma mais direta de entender a colina.
O circo romano, que ofereceu corridas de carros, está dentro do casco antigo. Pedaços da curva final da pista aparecem dentro de vários estabelecimentos, e os carceres, a largada das corridas, estão debaixo da prefeitura, na Plaça de la Font. O anfiteatro, do século I, guarda em seu interior restos da basílica visigótica de San Fructuoso e da igreja românica de Santa María del Miracle, do século XII.
Siga para o Balcón del Mediterráneo, mirante no fim da Rambla Nova, com vista para o porto, o anfiteatro e a praia. Traçada em 1854, a Rambla Nova concentra a vida da cidade, entre terraços, restaurantes e lojas. Nela fica o Teatro Metropol, de Josep Maria Jujol, inaugurado em 1995, que tem programação de teatro, música e dança durante boa parte do ano.
O Serrallo, bairro de pescadores levantado em 1854, tem muitos restaurantes especializados em peixe. O peixe azul da cidade tem denominação de origem própria. A espineta com caracóis, feita de atum e caracóis num refogado de legumes, é o prato típico e se come sobretudo nas festas de Santa Tecla. Há também o arrossejat e o arroz negro.
O Museu Nacional Arqueológico, criado na primeira metade do século XIX, é o mais antigo da Catalunha nessa especialidade. O Museu e Necrópole Paleocristãos completa o tema. Os dois ajudam a ligar as pedras vistas no primeiro dia. Confirme horário e ingresso.
A visita guiada pela Tarragona romana, de duas horas, serve para quem prefere guia nessa parte. Se ainda não entrou na catedral, a visita guiada pela catedral de Tarragona tem 90 minutos.
A Torre dos Cipiões é um monumento funerário romano do século I d.C., a 6 km do centro, na antiga Via Augusta. Confirme no posto de turismo como chegar e se a visita exige horário.
Para quem quer água, o tour de 4x4 e passeio de barco pelo Delta do Ebro, de três horas e meia, inclui degustação de vinhos e mexilhões, e ocupa o resto da tarde.
Em 23 de abril, dia de Sant Jordi, a temporada de castells, as torres humanas, abre na Rambla Nova. Em maio acontece o Tarraco Viva, que traz legionários e gladiadores, e em julho o concurso internacional de fogos de artifício, lançados da Punta del Miracle. Santa Tecla, de 15 a 24 de setembro, é a festa principal: declarada de interesse turístico nacional, tem dez dias de programação. No dia 22, à tarde, sai da prefeitura o cortejo, com os correfocs, os diabos, e depois as figuras tradicionais. No dia 23, os grallers tocam desde antes do amanhecer. No dia 24, de manhã, as quatro agrupações castelleras atuam e montam castells de quatro andares que caminham da catedral até a Plaça de la Font. Na noite de 23 de junho, a festa de San Juan traz a cercavila de fogo com os grupos de correfoc, a fogueira e verbenas até a madrugada. A festa pequena é San Magín, de 15 a 19 de agosto.
Setembro e outubro têm 73 mm cada e são os meses mais chuvosos. Com chuva, os museus e a catedral são o abrigo, e o circo e o anfiteatro ficam para o intervalo de sol. Em janeiro a máxima é de 15 °C.
A Parte Alta fica junto à catedral e ao circo. O eixo é a Rambla Nova, que corre entre a colina e o mar. Os restaurantes de peixe se concentram no Serrallo. A estação convencional da Renfe fica no centro da cidade; a de alta velocidade, a 10 km, tem ônibus até a cidade. O aeroporto de Reus tem voos nacionais e internacionais e ônibus de ligação.
Dois dias dão para Tarragona? Dão com folga: o segundo serve para museus, a Torre dos Cipiões e o mar.
De Barcelona, quanto se leva? Pelo painel, 100 km por estrada, cerca de 1h10. Confira trem na Renfe.
Dá para seguir para Girona ou Zaragoza? Girona fica ao norte, e Zaragoza está a 233 km pelo painel.
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